Versão resumida

  • bacharel em Ciência da Computação
  • MBA executivo internacional em Marketing / Fundação Getúlio Vargas (FGV) com extensão internacional pela Ohio University
  • pós-graduação em economia empresarial / Universidade Estadual de Londrina (UEL)
  • Master em Empreendedorismo e Inovação (MEI) / Business Institute International (BI) com extensão internacional em empreendedorismo e inovação pela Berkeley University of California
Versão não-resumida

Desde que me entendo por gente sempre me interessei por duas áreas bem específicas: negócios e tecnologia. Por vezes dei mais atenção à uma área ou à outra, mas na maior parte do tempo sempre busquei combinar as duas.

Meu interesse por tecnologia começou cedo, por volta dos 6 anos de idade (1987), quando tive contato com um computador pela primeira vez. Não tardou muito para que meus pais me presenteassem com um MSX – Expert da Gradiente (processador 8 bits, 80Kb de memória, rodando linguagem BASIC). Aprendi lógica de programação e linguagem BASIC lendo o manual que acompanhava a máquina e logo comecei a criar programas apenas por diversão. Ao longo do tempo migrei para um 286, aprendi Clipper, DBASE, aprendi a montar e desmontar máquinas, fazia alguns bicos em uma assistência técnica da Itautec e tudo mais que encontrasse pela frente relacionado à computadores.

Ao longo do tempo, quase próximo à idade de ir para a faculdade, meu interesse começou a se voltar mais para o tema “negócios”. Vindo de uma família de empreendedores eu tinha interesse em saber como uma empresa funcionava à fundo, como era possível montar um negócio, administrá-lo e fazê-lo crescer. Decidi estudar administração.

Mudei para Londrina e cursei 1 ano da faculdade mas achei que a teoria estava muito distante de tudo aquilo que eu já havia vivenciado. Tranquei minha matrícula e voltei para Birigüi para decidir o que fazer da vida. Nesse meio tempo minha paixão pela tecnologia voltou a falar mais alto e resolvi fazer uma faculdade que tivesse mais relação com isso: entrei para a faculdade de Ciência da Computação.

O problema com a faculdade é que tudo era muito tedioso para mim. Enquanto os outros alunos penavam para aprender lógica de programação, o conceito de “variáveis”, desvio condicional, laços, entrada e saída de dados, matrizes, vetores, bancos de dados, eu já sabia tudo aquilo há quase uma década.

Para piorar ainda mais, existiam algumas matérias que simplesmente não faziam nenhum sentido para mim e que estavam na grade do curso apenas por conta de uma exigência maluca do MEC ou por pura tradição, como “cálculo diferencial e integral”, “geometria analítica” e “física I e II”. Na prática eu sabia que nada daquilo me serviria para muita coisa.

Entediado pela faculdade comecei a me interessar novamente pelo tema “negócios” e junto com outros dois amigos (um deles igualmente entediado com a faculdade) demos início por volta de 2004 à uma empresa de desenvolvimento de soluções específicas para a internet. Prestávamos serviços de hospedagem de websites, desenvolvíamos sistemas de comércio eletrônico, administração de conteúdo para diversos tipos de site (imobiliárias, concessionárias, jornais) e gestão de links patrocinados (na época a única ferramenta disponível era o “Te Respondo” que posteriormente foi adquirido pelo Yahoo).

Com o fim da faculdade próximo e movido pela necessidade de administrar melhor o negócio resolvi novamente dar uma chance ao tema “gestão” e me matriculei em um MBA da FGV com ênfase em marketing. Como sabia que precisaria me dedicar bastante ao curso vendi minha participação na empresa e passei 18 meses devorando os livros do curso, lendo, pesquisando e me aprofundando no tema, desta vez com a maturidade suficiente para fazer a ligação entre o que eu já havia vivenciado (a prática) com toda a teoria que estava aprendendo. Ao final do curso, optei por fazer uma extensão na universidade de Ohio e pela primeira vez conheci o sistema de ensino americano de perto. A experiência foi válida não apenas pelo que aprendi, mas também por conseguir compreender o porquê dos americanos estarem anos-luz à frente do Brasil no que diz respeito à educação.

De volta ao Brasil matriculei-me em outra pós-graduação. Mudei novamente para Londrina, comecei a estudar “economia empresarial” na UEL e trabalhei durante esse tempo na área comercial de um portal de internet chamado “Bonde” (divisão on-line da Folha de Londrina). Ao final do curso redigi uma tese que analisava como a tecnologia (internet, smartphones, sistemas de busca e comparação de preço) estavam alterando as estruturas de mercado. O trabalho ficou excelente, mas por conta de um desentendimento com o coordenador do curso, fiquei impossibilitado de apresenta-lo à banca. Aparentemente a universidade (e o coordenador) estavam muito mais interessados em seguir um protocolo arcaico do que realmente saber se os alunos efetivamente tinham aprendido algo. Mais uma vez compreendi o porquê do Brasil estar tão atrasado em seu sistema educacional (nesse caso específico o ranço do “serviço público” das universidades estaduais).

Voltei para minha cidade natal e comecei a trabalhar em uma rede de franquias na área de treinamento de informática. Foi, com certeza, uma das melhores experiências profissionais que tive até hoje. Viajei por quase todo o país, conheci profissionais de todos os tipos, tive a oportunidade de ensinar e também aprender muito. Coloquei muitas coisas em prática, algumas deram certo, outras não, mas o fato de poder colocar a mão na massa e aprender com os erros e acertos foi o que mais me realizou.

Na mesma época comecei a frequentar uma pós-graduação em SP, dessa vez voltada para o tópico “empreendedorismo e inovação”, bem alinhada com minha realidade profissional da época. Tive a oportunidade de novamente fazer uma extensão fora do país (Berkeley/California) e novamente confirmar minha impressão sobre o sistema de ensino brasileiro vs. americano.

Em 2011 me desliguei da rede de fraquias e passei a trabalhar em um negócio da família, assumindo o departamento de operações, que, entre outras coisas, engloba minhas maiores paixões : marketing e TI.

Pode parecer clichê, mas como disse Steve Jobs, você apenas consegue “ligar os pontos” olhando para trás. Nunca imaginei, anos atrás, que estudar ciência da computação, marketing, economia empresarial, empreendedorismo e inovação, seria algo que faria sentido. Hoje posso dizer que sim, faz muito sentido!

Outros fatos interessantes (pelo menos para mim)

  • em 1999 prestei vestibular para administração e passei para a segunda fase da FUVEST, mas não me dei ao trabalho de ir fazer a prova. Aquele drama de vestibular, cursinho, vestibulando chorando, nervoso, os pais arrancando o cabelo, simplesmente não fazia sentido para mim.
  • uma das razões pelas quais escolhi fazer o MBA com ênfase em marketing foi que, lendo um artigo, encontrei o termo “posicionamento” e ninguém conseguiu me explicar exatamente o que ele significava. Resolvi estudar para entender que raios era aquilo.
  • publiquei meu primeiro artigo “de verdade” no site do Webinsider, graças à ajuda do Vicente Tardin. O artigo chama-se “Links patrocinados também sofrem com spam e fraude” e ainda está lá. Clique aqui para ler. Você pode ler todos os artigos que eu publiquei no Webinsider clicando aqui.
  • fui colunista do iMasters de 2006 até 2008. Você pode ver todos os artigos clicando aqui.
  • a primeira vez que um artigo meu foi citado em um trabalho acadêmico foi em 2006. O artigo tem o título “A busca é a mensagem: links patrocinados e marketing de otimização de busca”, foi escrito pela Prof. Dr. Sandra Portella Montardo da Feevale. Fiquei muito contente com a citação!
  • Mantive um blog sobre internet e tecnologia de 2006 até 2008, com cerca de 100 postagens. O blog não é mais atualizado, mas você pode visita-lo clicando aqui

Luigui Moterani, dezembro/2011